Pra morrer basta estar viva.

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Nem um ano se passou e tudo já tão longe. Nem uma vida inteira se desfez e o tempo insiste em ser o cara que alterna um lado violento com outro incrível. Nem todos os intervalos foram preenchidos e já falta uma nova e infinita e extensa lista imensa de coisas a fazer, a sonhar, a colocar no papel, a deixar de deixar para lá. Uma pilha de coisa esperando só a coragem.

Não saber quanto tempo ainda há devia ser alvará de felicidade. Mas, no geral serve para que boa parte tente se proteger. A fim de minimizar os riscos da morte precoce, da morte que não planejamos, frequentemente cedo demais.
Ignoramos tudo que não é lindeza de internet. Há tanta vida lá fora, onde as coisas acontecem de verdade. Fingimos, maquiamos, colorimos, adiamos. Humanizamos como se só soubéssemos pensar com os poros.

Sabemos que morremos a todo segundo. Para cada final, 10 anos de envelhecimento gratuito. Para cada morte, uma nova penca de marcas de experiência adornando o rosto. Enquanto vivemos, enquanto choramos, enquanto ouvimos música e tomamos banho e pensamos no amanhã que não chega, apesar dele acontecer e ser todo dia. Enquanto não percebemos que a vida passa, ela passa muito mais rápido.
Cada instante é tão mais quanto bem menos.

Minha avó dizia sempre “Para morrer basta estar vivo”.
E para viver melhor – seja lá o que isso signifique – não pode esquecer que vai acabar.

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